Now I’m fifteen years of strangers looking into each other’s eyes
Ela tem 9 anos, é baixinha, gordinha, de cabelo enrolado loiro. É do tipo que gosta de ursos, cachorrinhos-bebê, princesas, rosa-bebê, tons pastéis, ballet, corações, músicas da Vanessa Carlton e pôe fotos de rosas digitalizadas como imagem de exibição de orkut.

Todo mundo conhece uma pessoa cafona e horrorosa (de espírito) assim.
Acho que eu deixo TÃO explícito o meu ódio em relação à coisas cafonas, românticas, melosas e encantadas que as minhas duas tias fizeram a mesma piada no meu telefonema de aniversário: “tá se arrumando pro baile, amor? Vai usar um vestido de lamê rosa, também?”

“Que linda que eu estou. Pareço uma rainha. Essa é a minha noite.”
Fiquei extremamente contente depois que elas me ligaram. Isso só mostra que a imagem que elas não têm de mim é exatamente a que eu não queria que elas tivessem. God bless my family. Mas isso foi só um comentário aleatório que achei necessário.
Bom, como eu já disse, segunda feira passada, dia 28, foi meu aniversário, de 15 anos. As pessoas estavam super “nossa, que linda, já é uma mulher!”. A-hã. Meu dia foi a mesma porcaria de sempre. Peguei ônibus lotado com a minha coordenadora fazendo cara de cu (é, minha coordenadora pega o mesmo ônibus que eu), com o mesmo motorista incrivelmente careca e bigodudo, comi a mesma barrinha-casquinha-de-lápis-de-cereal às 9:40, estudei como um cão para o prova do dia seguinte do mesmo jeito. A única coisa que mudou foi que depois depois de 15 anos de a minha mãe ter me tido, esse dia apareceu de novo (mas sem outro parto, pelamor de deus). uau, hein. grande coisa. a parte boa foi poder parar para rever tudo, pensar em tudo o que aconteceu. e isso nem foi uma coisa muito longa e marcante.
A parte boa foi que as minhas amigas lindas, maravilhosas, fofas e amadas prepararam uma festa surpresa pra mim. É, eu também não esperava! Ganhei uma tarde com muitas das pessoas mais importantes do mundo pra mim, bolo, decoração toda vermelha, um peixe (peixe, não. Sr. Norberto, por favor), um scrapbook estampado com torres Eiffel e ovelhas, uma ovelha de pelúcia, um livro, uma pulseira de madeira toda trabalhada… e a minha mãe, apesar de saber há tempos que eu não sou do tipo tradicional-cafona, quis me dar um jóia, a minha primeira jóia (tenho vontade de vomitar todo o macarrão que eu comi no jantar quando apareci uma expressão com o prefixo “primeiro”. primeiro amor, primeira jóia, primeiro sapato de salto, primeira vez. é tudo tão insuportável que eu não sei nem como exprimir.). mas tadinha, é um par de brincos bem bonito, que tem um significado maior que esse cu de “primeiro”.
(essa foto foi tirada assim que eu chegui na cozinha da Ve e estava todo mundo lá dentro, conspirando contra a minha pessoa há mais de um mês.)

“Mentira? Vou matar todo mundo.”
Enfim, é isso. Espero poder ser mais velha que isso o mais rápido possível. Amém.
Beijos nicoleitions.








